A proposta de redução da jornada de trabalho de 6×1 para 40 horas, sem corte salarial, volta ao centro das negociações políticas no Senado. A reunião, convocada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, ocorrerá na quarta-feira (1º) e visa acelerar a tramitação antes do recesso parlamentar de 17 de julho.
O encontro reúne a líder do governo no Senado, Teresa Leitão, e parlamentares como Erika Hilton e Reginaldo Lopes, além de Rick Azevedo, criador do movimento Vida Além do Trabalho (VAT). O governo considera a PEC uma prioridade trabalhista para 2026 e busca evitar que a discussão se estenda ao segundo semestre, período com menor ritmo de votações devido ao calendário eleitoral.
O principal impasse reside no rito de tramitação. Enquanto o governo defende que a PEC siga diretamente para votação após passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Alcolumbre defende que a alteração, que afeta milhões de contratos, necessite passar por outras comissões temáticas para garantir audiências públicas.
A divergência entre os lados explica a paralisação da proposta. Movimentos sindicais pressionam pela votação imediata, enquanto entidades empresariais defendem um debate mais longo, alegando possível elevação de custos em certos setores. A reunião de quarta-feira definirá o roteiro, indicando se a mudança ocorrerá em 2026 ou será adiada.

