Diversas espécies animais exibem formas distintas de paternidade, variando desde o cuidado gestacional em peixes até o ensino de sobrevivência em primatas. O investimento paterno aumenta a chance de sobrevivência dos genes, explica especialista do Smithsonian Environmental Research Center.
Em diversas espécies, o cuidado parental masculino é incomum em mamíferos e vertebrados, mas é comum em peixes com nadadeiras raiadas, onde mais de 50% das famílias apresentam esse comportamento. Os cavalos-marinhos são um exemplo notável: após o acasalamento, a fêmea deposita os ovos em uma bolsa abdominal do macho, que os fertiliza e cuida por cerca de duas a quatro semanas.
Outros animais utilizam secreções para garantir a prole. O macho de peixe-gato-de-três-espinhos usa uma secreção renal chamada spiggin para construir ninhos com detritos marinhos. Já os arapaima, peixes de água doce da Amazônia, protegem os filhotes sugando-os para dentro da boca ao detectar perigo, podendo depositar entre 20.000 e 50.000 ovos.
No reino das aves, as emas são um modelo de pais que ficam em casa, construindo ninhos e criando os filhotes sozinhas. Em contraste, os macacos-leão-dourados, encontrados na costa atlântica do Brasil, dependem do pai para aprenderem sobre o ambiente, perigo e alimentação, um comportamento estudado por pesquisadores do Smithsonian.

