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Leitura: Aplicativos mudam o namoro brasileiro
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Cultura

Aplicativos mudam o namoro brasileiro

Carla Fernandes
Última atualização: 18 de junho de 2026 04:11
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Cerca de 23% dos brasileiros com smartphone já tiveram um encontro com alguém conhecido por meio de aplicativos de relacionamento, segundo pesquisa da Mobile Time e Opinion Box. O uso dessas plataformas, como Tinder e Bumble, reflete mudanças sociais, mas também gera relatos de esgotamento emocional entre os usuários.

O interesse por aplicativos acompanha a vida acelerada e a digitalização das relações. A lógica das plataformas se baseia em perfis e algoritmos que sugerem combinações. A plataforma Happn, por exemplo, afirma que o Brasil é seu maior público, registrando um aumento de 10 milhões de usuários no país nos últimos três anos, segundo Karima Ben Abdelmalek, CEO da empresa.

As histórias de sucesso, como a de uma empreendedora que conheceu um parceiro ucraniano na Ásia, mostram o alcance global dessas ferramentas. Contudo, o sucesso não elimina os desafios. Um levantamento da Forbes Health (2025) revelou que 78% dos usuários se sentiram emocionalmente esgotados com as plataformas.

A psicóloga Êdella Nicoletti explica que o acesso ilimitado a perfis novos dificulta o compromisso, pois “a entrada ficou fácil demais e a saída virou o padrão”. Os fatores de cansaço incluem a dificuldade de conexão real (40%) e a rejeição (27%).

Diante disso, enquanto as empresas buscam recursos para relacionamentos de longo prazo, há um crescimento do desejo de equilibrar experiências online e presenciais, embora os especialistas prevejam que os aplicativos manterão papel importante na vida afetiva nacional.

TAGGED:aplicativos-de-relacionamentoCultura Brasileiranamoro-digitalRelacionamentossaúde mentalTecnologia
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