Setenta e cinco,06 milhões de consumidores estão com o nome negativado no Brasil em maio de 2026, segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o SPC Brasil. O número corresponde a 44,8% da população adulta do país, e o volume total de dívidas em atraso cresceu 15,64% em relação a maio de 2025.
Em maio, a média de dívida por inadimplente foi de R$ 5.145,04, e cada devedor possui pendências com cerca de 2,34 empresas credoras. O aumento anual concentrou-se na inclusão de pessoas com tempo de inadimplência entre quatro e cinco anos, que teve alta de 38,35%. Quase três em cada dez brasileiros (29,19%) possuíam dívidas de valor de até R$ 500.
José César da Costa, presidente da CNDL, afirmou que a piora do cenário macroeconômico, somada à alta do dólar e aos juros elevados, exerce pressão sobre a inflação e o custo de vida. Ele declarou que, apesar do programa Desenrola, a conjuntura geral não alterou o orçamento familiar dos consumidores.
A distribuição dos devedores aponta maior contingente na faixa etária de 30 a 39 anos, com 18,23 milhões de pessoas. Regionalmente, o Sul registrou a alta mais expressiva no número de inadimplentes na comparação anual, com crescimento de 9,86%, seguido pelo Norte (9,52%).

