Uma auditoria conduzida pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) e pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) identificou milhares de servidores comissionados sem registro de atividade em secretarias do Governo do Rio de Janeiro. O levantamento, realizado na gestão interina do governador em exercício Ricardo Couto, apontou que a Secretaria de Trabalho e Renda registrou o maior índice de funcionários fantasmas, atingindo 78%.
Os dados da auditoria indicam que, em algumas pastas, o número de servidores sem comparecimento ao expediente superou o de funcionários em atividade. A Secretaria de Trabalho e Renda foi a mais afetada, com cerca de oito em cada dez servidores não trabalhando. Outras pastas com índices elevados incluem a Secretaria de Esporte, com 75%, e a Secretaria de Turismo, com 73%.
O cruzamento de dados, feito com registros de acesso em sistemas eletrônicos e entradas em catracas físicas, revelou as irregularidades. Além das pastas citadas, mais da metade dos servidores das secretarias de Ciência e Tecnologia (65%) e Agricultura (65%) não registrava atividade. A Secretaria de Saúde registrou 46% de comissionados sem comparecimento.
O Executivo fluminense informou que os servidores fantasmas custavam aproximadamente **R$ 16,7 milhões por mês** aos cofres públicos. Desde que assumiu o Palácio Guanabara, Ricardo Couto já exonerou mais de **4 mil servidores comissionados** como parte do pente-fino na administração estadual.

