Um autor criticou as obras de Jon Fosse e László Krasznahorkai, dois dos últimos ganhadores do Prêmio Nobel de Literatura. O crítico afirmou que, apesar da qualidade formal, as narrativas não proporcionaram a nova experiência humana que ele buscava na leitura.
Em sua análise, o autor comparou a novela de Fosse, presente em “Manhã e Noite”, a uma canção, preferindo o formato musical. Sobre “Sátántangó”, de Krasznahorkai, ele descreveu uma narrativa vertiginosa que não superou o sentimento de arrasamento do espírito humano apresentado em um documentário.
Ambos os livros propõem uma dimensão transcendental ou religiosa, aspecto ao qual o autor se declarou insensível. Ele declarou que o valor da literatura, para ele, é encontrar uma provocação ou uma idiossincrasia que ele jamais acessou antes.
O autor concluiu que, para ele, a imaginação não necessita de aparatos formais complexos para engajar. Ele mencionou que pode precisar repensar suas opiniões sobre autoficção, embora reconheça que o excesso de expectativa possa ter sido o fator.

