O Banco Central estimou nesta quinta-feira (25) que a inflação acumulada em doze meses permanecerá acima do teto do sistema de metas até o fim do ano. Por isso, a autoridade monetária prevê ter que escrever uma nova carta aberta ao ministro da Fazenda por descumprir o objetivo fixado em lei.
A projeção do Banco Central, divulgada no Relatório de Política Monetária, aponta que a inflação atingirá 4,8% em doze meses até outubro e 5,2% no ano de 2026 fechado. O sistema de metas contínuas, adotado desde 2025, estabelece um teto de 4,5% para a inflação, que foi ultrapassado em maio deste ano, quando o índice oficial subiu para 4,72%, segundo o IBGE.
Devido à manutenção da inflação acima do teto, o BC projeta que deverá enviar a carta aberta ao ministro da Fazenda em novembro, após o estouro da meta por seis meses consecutivos em outubro. A inflação elevada diminui o poder de compra da população, principalmente de quem recebe salários menores.
O aumento inflacionário é atribuído, em parte, à guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo. Nos últimos meses, o barril operou perto de US$ 100, mas caiu para cerca de US$ 75 nesta quinta-feira (25) após um acordo entre Estados Unidos e Irã. O governo implementou medidas para aliviar o impacto do petróleo, como redução de tributos e subsídios aos combustíveis.

