O banqueiro Augusto Lima afirmou ao senador Jaques Wagner que ele conhece sua história e faz parte dela, ao discutir a venda do Banco Master ao BRB. A declaração ocorre em contexto de investigação da Polícia Federal, que apura suspeitas de vantagens indevidas ao político.
Segundo o relatório da PF Compliance Zero, a investigação apura suspeitas contra o senador, incluindo a aquisição de um apartamento e pagamentos a enteado. A Polícia Federal indicou que o político “não seria mero destinatário passivo de informações, mas interlocutor relevante em temas sensíveis ao grupo econômico investigado”.
As informações foram obtidas pela Polícia Federal por meio de diversas fontes, conforme material tornado público pelo ministro André Mendonça. Entre os elementos coletados estão mensagens eletrônicas, áudios, chamadas de voz, documentos contratuais e registros societários.
A operação, denominada Compliance Zero, utilizou dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos em fases anteriores. A investigação abrange comprovantes de transferência, metadados e planilhas de pagamentos relacionados ao grupo econômico.

