A Boeing ativará uma quarta linha de montagem do 737 Max em 6 de julho, em Everett, Washington. O anúncio, feito pelo presidente-executivo Kelly Ortberg, visa impulsionar a recuperação operacional da empresa. Com a nova unidade, a companhia projeta produzir 52 jatos por mês no próximo ano.
A produção atual da Boeing de 737 Max atinge 47 unidades mensais, um volume superior aos 42 jatos registrados no início de 2026. Com a adição da nova linha, a meta de curto prazo é de 52 aeronaves por mês. A liderança da Boeing estabeleceu, ainda, uma meta de longo prazo de 63 jatos mensais, dependente da capacidade da cadeia de fornecedores.
O avanço da produção enfrenta restrições regulatórias impostas pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) desde janeiro de 2024. Essa limitação ocorreu após um incidente envolvendo uma tampa de saída de emergência de um avião da Alaska Airlines. Ortberg afirmou que a retomada seguiu um processo diferente, focando na estabilidade do sistema de produção.
A quarta linha iniciará a fabricação do 737 Max 10, versão alongada da aeronave. Este modelo aguarda certificação da FAA, prevista para ocorrer antes do final de 2026. A abertura da linha é uma aposta calculada da empresa, visando produzir antes da obtenção do certificado regulatório.


