Cerca de 130 agentes brasileiros chegaram à Venezuela na sexta-feira, 26, para auxiliar em operações de resgate após dois terremotos de magnitudes 7,5 e 7,2. A missão, que inclui especialistas da Anatel, utiliza sinais de celulares para localizar possíveis vítimas sob escombros.
As equipes brasileiras concentram os trabalhos na busca por sobreviventes. A operação ocorre em conjunto com forças internacionais nas áreas prioritárias e conta com bombeiros e cães farejadores. Segundo o chefe da missão brasileira, Armin Braun, o foco principal é salvar pessoas com vida. Braun explicou que, embora as primeiras 72 horas sejam cruciais, ainda existe possibilidade de encontrar sobreviventes dias após o desastre, dependendo de fatores como acesso à água e bolsões de ar.
Além das buscas, o Brasil estabeleceu um hospital de campanha para atender as vítimas, em resposta ao colapso de unidades de saúde na região afetada. A resposta ao desastre será dividida em etapas: após as buscas, haverá atendimento às vítimas, restabelecimento de serviços essenciais e, depois, reconstrução. Braun avaliou que a recuperação dos serviços essenciais levará meses, e a reconstrução da infraestrutura demandará pelo menos um ano.
Os tremores atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira, 24, causando desabamento de prédios em Caracas e outras cidades. O balanço oficial venezuelano aponta 1.430 mortos e mais de 3 mil feridos. Organismos internacionais, contudo, estimam que o número de vítimas deve aumentar devido à intensidade dos abalos.

