O Banco Regional de Brasília (BRB) admitiu perdas de R$ 8,8 bilhões após a análise de ativos adquiridos da instituição Master. O presidente do BRB informou, durante audiência no Senado, que uma carteira avaliada continha R$ 2,6 bilhões em créditos sem lastro.
Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB, detalhou as inconsistências encontradas nas operações entre as duas instituições. Ele explicou que o banco revisou os ativos incorporados e identificou que os R$ 2,6 bilhões, referentes à carteira Tirreno, “não existiam, não tinham lastro nem qualquer respaldo”. A análise levou à necessidade de provisionamento de valores.
As transações com o Master movimentaram cerca de R$ 30 bilhões. Desses valores, R$ 21,9 bilhões permaneceram no BRB como ativos, sendo que R$ 12,2 bilhões foram destinados à Operação Compliance Zero. As declarações foram feitas em resposta a questionamentos de parlamentares sobre os impactos financeiros da negociação.
Para recompor os valores provisionados, o BRB planeja obter recursos de duas fontes. A maior parte virá de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos, em acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal. O restante será obtido pela securitização de créditos da dívida ativa do governo do Distrito Federal (GDF), estimada em R$ 52 bilhões, com R$ 2,2 bilhões previstos para essa finalidade.

