O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou nesta terça-feira (9) que a instituição foi a mais fraudada no escândalo envolvendo o Banco Master. Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Souza detalhou medidas de reestruturação e solicitou um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para garantir a sobrevivência do banco.
Souza declarou que o BRB foi o “mais fraudado” entre as empresas envolvidas no caso Master. Ele explicou que a provisão necessária para o banco é de R$ 8,8 bilhões, valor que será coberto por empréstimo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), utilizando a securitização da dívida do Distrito Federal.
O presidente defendeu a capacidade de funcionamento do banco, dizendo que ele possui condições estruturais para permanecer sólido. Ele ressaltou que a liquidação do BRB afetaria toda a capital, pois a instituição detém 64% do mercado de Brasília, correspondendo a uma carteira de quase R$ 15 bilhões.
Sobre o financiamento, Souza informou que o pedido de empréstimo é de R$ 6,6 bilhões, e que os termos podem mudar. Ele projetou que, após o início do pagamento, o banco teria lucro acima de R$ 1 bilhão a partir de 2027.

