Buscas e apreensões autorizadas pelo ministro do STF André Mendonça na Operação Compliance Zero podem ampliar investigações sobre o Banco Master para além da Bahia. A Polícia Federal recolheu documentos na Terra Firme da Bahia Ltda e na PKL One Participações, empresas ligadas ao empresário Augusto Lima.
As diligências focaram em empreendimentos ligados a Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master. A PKL é a controladora do Credcesta, um produto que oferece benefícios a servidores públicos e que, em 2024, alcançou 24 estados e 176 municípios, segundo balanço do Master.
O ministro Mendonça fundamentou a coleta de documentos na Terra Firme com base em fotografias de presentes de valor enviadas por uma secretária, destinadas a um líder do governo Lula no Senado. Na PKL, o magistrado considerou a transferência de R$ 3,5 milhões para a BN Financeira, empresa criada em 2021.
A Terra Firme da Bahia Ltda recebeu R$ 186 milhões do Master entre 2022 e 2025, conforme ranking da imprensa. Os advogados de Augusto Lima afirmaram que o empresário está à disposição das autoridades há seis meses e que as medidas da PF foram “desnecessárias”, alegando que ele sempre atuou dentro da lei.

