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Economia

BYD pressiona governo para manter benefícios em kits de carros elétricos

Carla Fernandes
Última atualização: 20 de junho de 2026 21:29
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A montadora chinesa BYD intensificou ofensiva junto ao governo federal para reverter o fim de benefícios tributários aplicados à importação de kits de montagem de carros elétricos. O movimento gera conflito com outras fabricantes, que alegam que a empresa tenta alterar regras estabelecidas no ano passado, ameaçando investimentos bilionários.

O embate foca nos kits CKD e SKD, conjuntos de peças importadas usados para montar veículos no Brasil. Em ambos os casos, o grau de nacionalização é menor que na produção tradicional nacional. Em novembro de 2023, o governo decidiu restabelecer gradualmente o Imposto de Importação dos veículos eletrificados, com tarifa progressiva até o teto de 35%.

Em julho de 2025, o Comitê-Executivo de Gestão da Camex (Gecex) antecipou a alíquota cheia para kits CKD e SKD para janeiro de 2027, em vez de julho de 2028. A Anfavea calcula que a manutenção das benesses para kits importados pode resultar em perda potencial de R$ 96,8 bilhões em vendas para a indústria de autopeças e eliminação de cerca de 259 mil empregos na cadeia produtiva.

A BYD tenta convencer o governo a recriar benefícios equivalentes e adiar o aumento da tributação. Enquanto isso, o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a manutenção integral do cronograma de recomposição das tarifas, argumentando que as importações já foram favorecidas por uma “enorme renúncia fiscal”.

TAGGED:automóveisBYDCarros ElétricosComércio exteriorInvestimentotributação
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