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Mundo

Calor extremo causa mais de 1,3 mil mortes na Europa

Carla Fernandes
Última atualização: 29 de junho de 2026 07:15
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O calor extremo que atinge a Europa provocou mais de 1,3 mil mortes acima do esperado, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou no domingo, 28. Cerca de 150 milhões de pessoas estão expostas a temperaturas elevadas, o que sobrecarrega hospitais e redes elétricas em vários países.

Especialistas identificam o evento como o mais grave já registrado no continente europeu, com recordes históricos de temperatura sendo atualizados desde 20 de junho. Na França, por exemplo, a agência de saúde pública contabilizou cerca de mil mortes acima da média desde o dia 24 de junho. Na Alemanha, os termômetros atingiram 41,5°C no sábado, o valor mais alto já registrado no país.

A OMS, por meio de seu diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a entidade trabalha com países para mitigar os impactos do calor, focando em “preparação, prevenção e fortalecimento das respostas dos sistemas de saúde”. Na Espanha, 212 mortes foram registradas em quatro dias devido às altas temperaturas.

As repercussões vão além da saúde. Hospitais e serviços de emergência em cidades como Paris e Viena registraram aumento nos atendimentos. O calor intenso também afeta a infraestrutura; o aquecimento do Rio Danúbio levou a usina nuclear de Paks, na Hungria, a diminuir a geração de energia para manter a água de resfriamento dentro dos parâmetros de segurança.

TAGGED:calor extremoclimaEuropaMortesondas-de-calorsaúde pública
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