A Justiça do Peru enviou a julgamento o candidato de esquerda Roberto Sánchez por suposta omissão de dados de financiamento de campanha. A decisão ocorre pouco antes do segundo turno presidencial, no domingo (7), onde ele disputa o cargo contra Keiko Fujimori. O Ministério Público peruano pede pena de cinco anos e quatro meses de prisão.
O juiz Adolfo Farfán decretou o auto de persecução penal contra Sánchez, após audiência virtual. A acusação aponta inconsistências nos relatórios financeiros do partido Juntos pelo Peru, referentes a campanhas regionais e municipais entre 2018 e 2020. Os promotores alegam que o candidato recebeu mais de US$ 57 mil em contribuições sem declarar os valores ao Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE).
Apesar do processo, a participação de Sánchez na eleição não foi impedida, pois cabe recurso. Além disso, caso eleito, o candidato terá imunidade constitucional. A defesa informou que recorrerá da medida, tendo prazo de uma semana para apresentar a apelação. Sánchez havia afirmado em abril que o processo possuía motivação política.
As eleições acontecem em um contexto de forte instabilidade política no Peru. O país teve oito presidentes desde 2016, quatro dos quais foram destituídos pelo Congresso. Sánchez concentra sua campanha nas populações mais pobres e regiões rurais, enquanto acusa a oponente de integrar uma “máfia” política.


