Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda disputam o segundo turno da eleição presidencial na Colômbia neste domingo, 21 de junho. Os dois candidatos apresentam projetos de governo distintos: De la Espriella defende uma linha conservadora, enquanto Cepeda propõe uma agenda de esquerda com reformas sociais.
O primeiro turno deixou os dois concorrentes com resultados próximos, com De la Espriella obtendo 43,7% dos votos e Cepeda 40,9%. Especialistas apontam que a disputa reflete modelos de gestão opostos e polarização no país.
Análises indicam que a divisão territorial é um fator chave. Segundo Yann Basset, cientista político da Universidade do Rosario, regiões periféricas votam pela esquerda, enquanto o centro apoia a direita. Essas áreas periféricas, muitas vezes mais pobres, coincidem com regiões afetadas pela violência.
Em termos econômicos, De la Espriella defende a redução do tamanho do Estado e a diminuição de impostos empresariais. Cepeda, por sua vez, propõe aumentar o papel do Estado, transformando o campo em motor nacional e apoiando pequenas empresas. Historiadores também observam continuidades de demandas políticas antigas em ambos os lados da disputa.

