A fruticultura brasileira exportou caqui pela primeira vez para a Costa Rica, concretizando a entrada da fruta no país da América Central. A operação, resultado de negociações entre produtores e autoridades dos dois países, visa diversificar os destinos de exportação do setor.
O avanço ocorreu após representantes da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) apresentarem o potencial da produção nacional a importadores costarriquenhos em fevereiro deste ano. As tratativas técnicas e fitossanitárias foram concluídas em menos de quatro meses, viabilizando o primeiro carregamento comercial.
A expansão ocorre em um momento de crescimento das exportações de caqui. Em 2025, o Brasil embarcou 890 toneladas da fruta para o exterior, gerando receita de US$ 1,8 milhão. Esse volume representa um aumento de 95,6% em relação a 2024, enquanto o faturamento cresceu 83,5% no mesmo período, segundo dados do setor.
Eduardo Brandão, diretor-executivo da Abrafrutas, afirmou que a ampliação dos destinos é fundamental para garantir o crescimento sustentável do setor, reduzindo a dependência de mercados específicos. Renato Miralla, CEO da MBR Company, empresa associada à Abrafrutas, disse que a chegada ao país é um marco, pois é o primeiro destino da América Central para a companhia em seus 22 anos de história.

