O CEO da Figma, Dylan Field, comentou que profissionais de tecnologia utilizam a inteligência artificial em projetos pessoais, comparando o ato a brincadeiras de adolescentes. Ele afirmou que o design continuará sendo o fator de diferenciação em mercados de software, apesar dos investimentos em IA.
Field, cofundador e CEO da Figma, abordou o uso de capacidades de IA, como o que ele denomina “vibemath”, em um evento. Ele explicou que essa exploração é pessoal e não faz parte dos produtos da empresa. O executivo fez uma distinção entre o design, que é subjetivo, e o cálculo, que é verificável, afirmando que os modelos de IA são bons em domínios verificáveis.
Apesar do foco em exploração pessoal, a empresa investe pesadamente em IA. Em uma chamada de resultados do segundo trimestre de 2025, Field declarou que o design é o diferencial competitivo. Ele disse que, em um mundo onde o software se torna cada vez mais acessível com a IA, a visão de marca e o artesanato do design são cruciais para o sucesso das empresas.
A receita do segundo trimestre atingiu 250 milhões de dólares, representando um aumento de 41% em relação ao ano anterior, com uma taxa de retenção de dólar líquido de 129%. Field alertou que os investimentos em IA podem levar a uma queda de margem no curto prazo, visando ganhos no longo prazo.

