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CFM critica distribuição de vacina da dengue sem aval técnico

Carla Fernandes
Última atualização: 22 de junho de 2026 05:49
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O Conselho Federal de Medicina (CFM) criticou o Ministério da Saúde por distribuir a vacina contra a dengue do Instituto Butantan no Sistema Único de Saúde (SUS) sem a prévia avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). A suspensão da vacinação ocorreu em 8 de junho, após o registro de duas mortes suspeitas.

A vacina entrou no SUS sem o aval da Conitec, órgão responsável por analisar evidências científicas de eficácia, segurança e custo-benefício antes da adoção no sistema público. O CFM declarou que cada substância deve passar por essa análise, pois vacinas diferentes podem apresentar perfis distintos de segurança e efetividade.

O ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também manifestou críticas à distribuição, alegando descumprimento da legislação e informando que pretende representar contra o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no Tribunal de Contas da União (TCU). Em resposta, o Ministério da Saúde afirmou que a Conitec avalia a tecnologia, e não os fabricantes, citando a similaridade com a vacina Qdenga.

O diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, rebateu as críticas, afirmando que a Conitec avalia o custo-benefício e que o perfil de segurança dos estudos clínicos do imunizante era robusto. A vacina do Instituto funciona em dose única, enquanto a Qdenga exige duas doses.

TAGGED:cfmconitecministerio-saudesaúde públicaSUSvacina-dengue
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