O Conselho Federal de Medicina (CFM) criticou o Ministério da Saúde por distribuir a vacina contra a dengue do Instituto Butantan no Sistema Único de Saúde (SUS) sem a prévia avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). A suspensão da vacinação ocorreu em 8 de junho, após o registro de duas mortes suspeitas.
A vacina entrou no SUS sem o aval da Conitec, órgão responsável por analisar evidências científicas de eficácia, segurança e custo-benefício antes da adoção no sistema público. O CFM declarou que cada substância deve passar por essa análise, pois vacinas diferentes podem apresentar perfis distintos de segurança e efetividade.
O ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também manifestou críticas à distribuição, alegando descumprimento da legislação e informando que pretende representar contra o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no Tribunal de Contas da União (TCU). Em resposta, o Ministério da Saúde afirmou que a Conitec avalia a tecnologia, e não os fabricantes, citando a similaridade com a vacina Qdenga.
O diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, rebateu as críticas, afirmando que a Conitec avalia o custo-benefício e que o perfil de segurança dos estudos clínicos do imunizante era robusto. A vacina do Instituto funciona em dose única, enquanto a Qdenga exige duas doses.

