A China foi o país que mais aplicou a pena de morte em 2025, segundo dados da Anistia Internacional. O relatório indica que ao menos 2.707 pessoas foram executadas judicialmente, representando um aumento de 78% em relação a 2024. A organização utiliza a pena capital para enviar mensagens políticas sobre a ordem social.
O documento “Sentenças de Morte e Execuções”, que abrange janeiro a dezembro de 2025, identificou que o número de execuções no mundo foi o maior desde 1981. A China lidera o ranking, seguida pelo Irã, Arábia Saudita e Iraque. Os métodos de execução incluem injeção letal, enforcamento, decapitação, fuzilamento e asfixia por nitrogênio.
A Anistia Internacional se opõe a todas as formas de pena de morte. Em casos como o da China, onde o regime mantém os números em sigilo sob justificativa de segredo de Estado, a entidade baseou-se em informações de condenados e relatórios de organizações da sociedade civil, considerando apenas dados com “confirmação razoável”.
Crimes de tráfico de drogas respondem por 46% das execuções conhecidas globalmente em 2025. O Ministério das Relações Exteriores de Pequim contestou o relatório, afirmando que a organização possui preconceito contra a China. Em contraste, a alta de execuções nos Estados Unidos foi impulsionada pela Flórida, que aplicou a pena capital a 19 pessoas, o maior número desde 1972.


