Representantes da coalizão governamental, composta por ANO, SPD e Motoristů, acertaram que o referendo geral só será válido se obtiver o apoio de pelo menos 35% dos eleitores aptos. O projeto será enviado ao processo legislativo, mas enfrenta resistência dos partidos Pirata e da oposição.
A aprovação da lei constitucional exige a maioria de três quintos de todos os deputados e de três quintos dos senadores presentes. O líder do SPD, Okamura, buscou apoio dos Piratas, que eram os únicos a incluir o referendo em seu programa, afirmando que os parâmetros poderiam ser alterados durante o processo legislativo.
O líder Pirata, Hřib, rejeitou o apoio, declarando que os parâmetros do referendo são inadequados por terem um limiar de convocação muito baixo. Hřib também afirmou que a falta de ação do governo contra desinformação impede o apoio ao projeto de referendo.
O projeto de lei visa permitir votação popular sobre diversas questões, embora o governo tenha estabelecido que temas como o pertencimento da República Tcheca à União Europeia ou à OTAN não serão objeto de votação. O primeiro-ministro Andrej Babiš (ANO) já havia mencionado temas como eutanásia e direitos de crianças em discussões anteriores.

