A Coca-Cola (KO) recebeu recomendação de compra de analistas, que destacam resiliência da demanda e capacidade de repasse de preços. No 1º trimestre de 2026, a receita foi de US$ 12,47 bilhões, superando expectativas, e o lucro por ação de US$ 0,86 também veio acima do consenso. A empresa aumentou seus dividendos pelo 63º ano consecutivo.
No primeiro trimestre de 2026, a Coca-Cola reportou receita de US$ 12,47 bilhões, alta de 12,07% na comparação anual, superando a estimativa de US$ 12,23 bilhões. O lucro por ação de US$ 0,86 superou o consenso em 5,87%, marcando o quarto trimestre consecutivo de superação. A margem operacional expandiu para 35%, ante 32,9% no mesmo período do ano anterior. O volume global de unidades cresceu 3%, impulsionado por China, Estados Unidos e Índia, enquanto o volume da Coca-Cola Zero Açúcar subiu 13% em todas as regiões.
O CEO Henrique Braun afirmou: ‘Tivemos um início forte de ano. Nosso desempenho neste trimestre reflete nosso foco inabalável em permanecer próximos ao consumidor, executar localmente e gerenciar a complexidade.’ A empresa pagou US$ 8,8 bilhões em dividendos em 2025, o 63º aumento anual consecutivo. O pagamento trimestral subiu para US$ 0,53 em 2026, equivalente a uma taxa anualizada de US$ 2,12 por ação. A administração projetou fluxo de caixa livre de cerca de US$ 12,2 bilhões para 2026, com US$ 5,2 bilhões autorizados para recompra de ações.
Apesar dos resultados positivos, existem riscos. O lucro operacional da Ásia-Pacífico caiu 17% devido a custos mais altos e mix desfavorável. A venda pendente da Coca-Cola Beverages Africa ainda depende de aprovação regulatória, a disputa tributária com o IRS está em andamento e aquisições/desinvestimentos representam um vento contrário de cerca de 4% na receita anual. Mesmo assim, a administração elevou a projeção de crescimento do lucro por ação comparável para 8% a 9%, ante US$ 3,00 em 2025.

