A Coca-Cola demonstrou maior solidez financeira no primeiro trimestre de 2026, com crescimento orgânico de 10% e forte geração de caixa, enquanto a PepsiCo, apesar de aumentar seu dividendo pelo 54º ano, registrou crescimento orgânico de apenas 2,6% e queda acentuada no fluxo de caixa operacional.
A PepsiCo aumentou seu dividendo pelo 54º ano consecutivo e superou as estimativas do primeiro trimestre. Contudo, os resultados do período revelaram fragilidades subjacentes. O crescimento orgânico da receita foi de 2,6%, e o fluxo de caixa operacional despencou 97,92%, atingindo 41 milhões de dólares. O CEO da empresa, Ramon Laguarta, busca reestruturar marcas e reduzir custos para compensar a erosão de volume.
Em contraste, a Coca-Cola apresentou um desempenho superior. A empresa registrou crescimento orgânico de 10% no primeiro trimestre de 2026. O modelo de negócios, focado na venda de concentrado, permitiu que a margem operacional se expandisse 210 pontos-base, chegando a 35,0%. O fluxo de caixa livre da Coca-Cola subiu 131,85%, totalizando 1,755 bilhão de dólares no trimestre.
A Coca-Cola também mantém um histórico de estabilidade, com 63 anos consecutivos de aumento de dividendos. O novo CEO, Henrique Braun, elevou a previsão de crescimento do EPS comparável para o ano fiscal de 2026 para entre 8% e 9%. A análise sugere que a empresa opera com menor dependência de ativos, o que fortalece sua posição no mercado global.

