Empresas do mercado de luxo estão mudando sua estratégia no Brasil, focando na construção de ecossistemas de experiências completas em vez de apenas vender produtos. A especialista Danni Rudz afirmou que o crescimento de milionários no país intensifica a concorrência entre setores diversos, como bancos, companhias aéreas e montadoras.
Segundo Danni Rudz, a disputa pelo consumidor de alta renda transcendeu os limites de um único segmento. As marcas passaram a entender que podem oferecer uma experiência integral, incluindo salas VIP, serviços culturais e um portfólio ampliado de benefícios além do item tradicional. O objetivo, explicou a especialista, é manter o cliente conectado ao estilo de vida da marca por mais tempo.
Essa nova lógica de concorrência envolve a atuação complementar de diferentes empresas. A integração de serviços, como programas de fidelidade e personalização oferecida por montadoras, aumenta o tempo de permanência do cliente no ecossistema. Rudz comentou que, nesse cenário, “eu passo a ser aliado do meu concorrente”.
A notável avaliou que o mercado de luxo brasileiro ainda possui grande potencial de expansão. Ela citou o crescente interesse de marcas globais por elementos da cultura nacional e a expansão da produção local de itens premium. Danni Rudz concluiu que o Brasil tem capacidade de se posicionar melhor no mercado global de luxo, fortalecendo o coletivo.

