A sustentabilidade deixou de ser apenas pauta corporativa e se tornou exigência global, mas a sociedade brasileira enfrenta barreiras para ser consumidora consciente. O preço mais alto de produtos certificados e a falta de transparência levam muitos a ver a sustentabilidade como luxo.
Produtos e serviços sustentáveis enfrentam barreiras, sendo o preço um fator impeditivo para parte da população. Itens certificados por normas como ISO e NBR custam mais devido a processos que demandam tecnologia limpa e auditorias rigorosas. Essa percepção de custo adicional precisa ser transformada, pois o preço reflete o impacto gerado no planeta.
Outro desafio é a comunicação, com casos de greenwashing minando a confiança do consumidor. Certificações sérias, como ISO 14001 ou NBR 16001, funcionam como selo de credibilidade ao garantir práticas auditadas. O Brasil avançou com a Lei nº 15.042/2024, que criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) para o mercado de carbono.
Entretanto, retrocessos institucionais, como a decisão da CVM de revogar a obrigatoriedade de relatórios de sustentabilidade, fragilizaram a confiança do mercado. Por isso, o papel do consumidor é crucial: a escolha diária fortalece ou enfraquece modelos de produção. O futuro sustentável depende da força da decisão individual.

