O registro de contrato de namoro nos Cartórios de Notas do Brasil cresceu 827% desde 2016, atingindo 241 formalizações em 2025. O aumento reflete mudanças no perfil das famílias, especialmente entre pessoas mais velhas que buscam proteger patrimônio.
O instrumento, que formaliza o relacionamento afetivo sem intenção imediata de união estável, tem sido usado para evitar conflitos na partilha de bens e sucessão patrimonial. Segundo o Colégio Notarial do Brasil (CNB/CF), o crescimento nacional acompanha o aumento de casamentos envolvendo cônjuges divorciados ou viúvos, dado que quase um terço dos casamentos atuais no país possui esse perfil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O avanço do chamado “divórcio cinza”, que envolve pessoas com mais de 50 anos, influencia essa tendência. Cerca de 30% dos divórcios registrados no país envolvem essa faixa etária. O contrato de namoro se torna, assim, uma alternativa para quem possui patrimônio construído ao longo da vida.
Em Goiás, a tendência nacional começa a se manifestar. Alex Valadares, presidente do Colégio Notarial do Brasil – Seção Goiás, declarou que a busca por planejamento patrimonial e segurança jurídica nas relações afetivas tem crescido no estado. Ele comentou que o documento é uma ferramenta importante para deixar clara a intenção do casal e reduzir riscos de disputas judiciais futuras.

