Os lançamentos imobiliários no Brasil cresceram 19,3% em unidades nos doze meses encerrados em janeiro de 2026, impulsionando a conversão de terras brutas em loteamentos no interior, segundo os Indicadores ABRAINC/FIPE. No interior paulista, o Valor Geral de Vendas avançou 22% no primeiro semestre de 2025 e as unidades vendidas subiram 26%.
Por trás do avanço está um déficit habitacional estimado em 6 milhões de moradias e uma necessidade projetada de mais de 11 milhões de unidades na próxima década. Atender a essa demanda exige terra urbanizada, etapa que consome capital e enfrenta risco regulatório. A Skaff Construtora, comandada por Fauze Youssef Skaff, adota um modelo verticalizado que prioriza a estruturação prévia: auditoria jurídica, licenciamento ambiental e mapeamento de gargalos antes da obra física.
A empresa foca em glebas de grande porte em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. A vantagem competitiva, segundo o executivo, está na combinação de visão de negócios com base jurídica, permitindo antecipar entraves como disputas dominiais e passivos fiscais. A infraestrutura inclui desde macroterraplanagem até redes subterrâneas de água, esgoto e drenagem, além de pavimentação durável e cabeamento subterrâneo.
O objetivo é entregar previsibilidade orçamentária a incorporadoras e fundos, em um mercado onde a conversão de glebas costuma enfrentar atrasos e custos imprevistos. A filosofia de ‘botas no barro’ busca eliminar retrabalho e sustentar cronogramas físico-financeiros, posicionando o desenvolvimento de glebas como engenharia de proteção patrimonial.

