A Copa do Mundo de 2026 será a primeira a integrar inteligência artificial em sua operação, prometendo melhorar a experiência do telespectador. A tecnologia, que inclui 2.400 câmeras e processamento local, visa reduzir o delay e acelerar a análise de lances.
A Lenovo, parceira tecnológica, detalhou que o torneio contará com um sistema de 2.400 câmeras, espalhadas entre Estados Unidos, Canadá e México, todas conectadas a um sensor embutido na bola. Essa infraestrutura, que utiliza edge computing nos 16 estádios, processa imagens localmente para diminuir o tempo entre a captação e o streaming, atacando o principal gargalo das transmissões ao vivo.
A tecnologia de IA também será aplicada à imagem de árbitros. Um algoritmo estabiliza vídeos captados por câmeras presas a atletas, com promessa de 50% menos distorção de movimento. Além disso, o VAR da Copa utilizará o processamento local para analisar lances duvidosos em segundos, sem a necessidade de enviar o sinal a um data center distante.
Outra novidade é a criação de avatares digitais dos jogadores, escaneados em alta resolução. Quando o VAR traçar uma linha de impedimento, o sistema substitui o atleta real pelo seu gêmeo digital, permitindo que o torcedor visualize a decisão sob diferentes ângulos. O sistema também inclui o FIFA AI Pro, uma IA generativa que fornece análise de métricas para todas as 48 seleções.


