O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quinta-feira, 13, que é alvo de “agressões e injustiças” após uma operação da Polícia Federal (PF). A ação mirou um ex-secretário do governo do Maranhão, apontado como fonte de um jornalista.
A determinação de busca e apreensão, feita pelo ministro Alexandre de Moraes na última terça-feira, 11, visava o ex-secretário. Ele forneceu informações a um jornalista que publicou reportagem sobre o uso de veículos oficiais pela família de Dino.
Entidades da imprensa criticaram a decisão, argumentando que ela ameaça a liberdade de imprensa ao quebrar o sigilo da fonte. Dino, em publicação em redes sociais, afirmou que sua função de juiz o impede de participar de debates públicos acalorados, como suportar agressões e distorções de fatos.
O ministro explicou que, se ocupasse outra função, poderia se pronunciar mais abertamente. Ele disse que, no momento, tal manifestação ocorre de forma excepcional, sendo parte do ônus de seu cargo. Dino concluiu dizendo que sua trajetória de 37 anos no serviço público constitui sua maior defesa.


