O Ministério da Defesa enfrentará contenção de R$ 2,6 bilhões em seu orçamento de 2026, o que coloca a pasta entre as mais afetadas pelas metas fiscais do país. A medida obriga as Forças Armadas a revisar despesas e reavaliar o planejamento de programas e atividades.
A determinação gerou críticas de oficiais e autoridades. Um especialista declarou que o corte vai além de um ajuste fiscal, pois inviabiliza a continuidade da maioria dos projetos estratégicos das Forças Armadas brasileiras, aprofundando um processo de desmonte da capacidade militar nacional.
Segundo apuração de veículos de comunicação, a redução de recursos impactará a compra de combustíveis, munições, treinamentos e projetos estratégicos. Os militares relataram que a falta de previsibilidade dificulta o planejamento operacional. Dos R$ 2,6 bilhões, R$ 691,9 milhões são bloqueios orçamentários, enquanto R$ 1,9 bilhão são contingenciamentos passíveis de reversão.
O ministro da Defesa, José Múcio, disse acompanhar com preocupação os impactos da contenção. As cúpulas das três forças já iniciaram a rediscutir o orçamento sob as condições econômicas atuais. A restrição ocorre em um momento em que países europeus e os Estados Unidos aumentam investimentos militares globais.


