O Parlamento de Cuba aprovou, por unanimidade, um pacote de reformas que aproxima a economia cubana de um modelo de mercado e reduz o controle estatal. As mudanças permitirão investimentos privados e estrangeiros em turismo, agricultura, imobiliário, bancário e cambial.
A nova legislação autoriza a entrada de capital em empresas estatais e prevê a venda de propriedades, inclusive para cubanos que residem no exterior. Além disso, empreendedores poderão possuir mais de uma empresa e contratar mais de 100 funcionários, o que era vedado anteriormente.
O presidente Miguel Díaz-Canel declarou que as medidas não representam uma mudança de regime, mas sim a defesa do “dilema de continuar o processo de construção socialista”. A nacionalização de empresas privadas e estrangeiras ocorreu na década de 1960, sob a ditadura de Fidel Castro.
A aprovação ocorre em um momento de crise econômica e tensão com os Estados Unidos. Desde janeiro de 2026, os americanos impuseram bloqueio ao petróleo destinado à ilha, que tem enfrentado apagões. O pacote pode influenciar a relação entre os dois países.

