Uma especialista em finanças aconselhou uma idosa de 78 anos a manter seus investimentos simples, visando evitar que a filha com deficiência assuma a gestão de um patrimônio complexo.
A idosa, que se aposentou em maio de 2025, possuía cerca de R$ 9.000 mensais de aposentadoria e pensão, além de R$ 111.000 em poupança e dois imóveis. A filha sobrevivente possui deficiência e recebe benefício social, o que torna a gestão de ativos um fator crítico.
A recomendação da especialista foi focar em instrumentos de baixo risco, como títulos do Tesouro e contas de mercado monetário. Com os R$ 111.000, um portfólio de títulos de 1 e 2 anos, rendendo cerca de 4%, geraria aproximadamente R$ 4.400 anuais em juros, sem colocar o principal em risco.
A especialista alertou que portfólios com alta exposição a ações podem sofrer grandes quedas, o que seria prejudicial para a idosa, que não tem tempo para esperar a recuperação. Além disso, a herança de investimentos complexos pode sobrecarregar a filha, que pode não conseguir gerir os ativos adequadamente.
Outro ponto levantado foi a importância dos imóveis, cujo valor pode ser preservado por meio do ‘step-up in basis’ no momento do falecimento. Contudo, a elegibilidade da filha a benefícios sociais depende se ela recebe SSDI, que não tem limite de bens, ou SSI, que impõe um teto de R$ 2.000 para o indivíduo.

