O número de presos políticos em Cuba atingiu o maior patamar já registrado, totalizando 1.281 pessoas detidas por motivos políticos ou de consciência ao final de maio, segundo relatório da Prisoners Defenders. A entidade apontou que 28 novos casos foram registrados apenas no mês, muitos relacionados a manifestações contra a crise de serviços básicos.
O levantamento da organização espanhola de direitos humanos indica que as detenções estão ligadas a protestos motivados por apagões frequentes, falta de água e escassez de alimentos. O presidente da Prisoners Defenders, Javier Larrondo, declarou que a crise econômica e social do país tem sido acompanhada por um aumento da repressão estatal.
O relatório menciona que entre os novos detidos estão ativistas e cidadãos que criticaram o governo em redes sociais. A organização também denunciou a existência de adolescentes em prisões adultas, além de relatos de tortura e maus-tratos. A entidade destacou a morte de um preso em decorrência de protestos de 2021, somando seis mortes sob custódia estatal desde 2023.
Além disso, a Prisoners Defenders contestou o anúncio governamental sobre a libertação de 2.010 detentos, afirmando ter identificado apenas um preso político efetivamente libertado. O documento registra que 449 presos possuem problemas graves de saúde e 52 apresentam transtornos mentais severos sem tratamento adequado nas prisões cubanas.

