Marcas como C&A, Chilli Beans e Sanrio utilizam a cultura pop como estratégia de negócios para criar conexão genuína com consumidores. Em painel realizado no Rio2C, representantes das empresas discutiram como o licenciamento deixou de ser apenas uma ferramenta comercial para se tornar uma ponte entre marcas e públicos.
A cultura pop migrou das telas e redes sociais para as vitrines e acessórios, integrando-se ao centro das estratégias de varejo. Segundo Enéas Scabello, gerente de licenciamento da C&A, o potencial estratégico da cultura pop se concretiza quando ela ultrapassa nichos e se integra ao cotidiano das pessoas, unindo moda, entretenimento e comportamento.
A Chilli Beans, que atua há uma década no setor, dedica cerca de 15% do portfólio a licenciamentos. Alessandra Valini, coordenadora de licenciamento e parcerias da empresa, afirmou que esses projetos funcionam como chamariz de atenção e geram fluxo nas lojas. Um exemplo citado foi a coleção inspirada nos Mamonas Assassinas, onde um óculos vendia com a frase “Ser corno ou não ser”.
Já a Sanrio, responsável pelo universo kawaii, viu seu crescimento ligado à consolidação dessa estética como linguagem cultural. Carol Manha, gerente comercial e de marketing da companhia, explicou que conceitos como acolhimento e conexão emocional ganharam relevância entre as gerações mais jovens. O debate também apontou que a pirataria de personagens evidencia o nível de conexão emocional que a propriedade construiu com o público.

