A defesa de investigados ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) declarou nesta quarta-feira (10) que é inviável qualquer participação de um líder da facção em esquema de lavagem de dinheiro. A alegação surge no contexto da Operação Vérnix, que investiga movimentações financeiras ilícitas.
O advogado Bruno Ferullo Rita afirmou que os custodiados em estabelecimento penal de segurança máxima desde fevereiro de 2019 enfrentam severas restrições de contato e comunicação. Segundo a defesa, essa condição impede o envolvimento nos fatos investigados pela Operação Vérnix.
Sobre os familiares dos investigados, a defesa argumentou que o mero vínculo familiar não pode ser confundido com participação criminosa. Rita declarou que os elementos patrimoniais e financeiros citados na denúncia do Ministério Público de São Paulo serão contextualizados durante o processo, com apresentação de provas sobre a origem das operações.
A Operação Vérnix, iniciada em 21 de maio, teve como alvo a influenciadora e outros indivíduos. A investigação apontou que uma transportadora movimentou mais de 20 milhões de reais, sendo usada para ocultar recursos ilícitos do PCC. A Justiça já havia reconhecido que a empresa funcionou como instrumento de lavagem de capitais em benefício da facção.

