A defesa do senador criticou a Polícia Federal (PF) por concluir um inquérito de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A investigação, que apura uma postagem do senador sobre Nicolás Maduro, foi encerrada sem que o presidente fosse ouvido pela corporação.
Os advogados do senador afirmaram que a PF encerrou o processo sem realizar oitivas, perícias ou produzir provas documentais consideradas relevantes. O relatório final da PF foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira, dia 26.
A apuração refere-se a uma publicação feita pelo senador em janeiro, após notícias sobre a prisão de Maduro pelos Estados Unidos. Na postagem, o senador escreveu “Lula será delatado”, atribuindo falsamente ao presidente crimes como tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, segundo a PF.
A defesa sustenta que a PF não produziu provas suficientes antes de encerrar o inquérito. Os advogados alegam que diligências solicitadas pelo senador poderiam demonstrar que o conteúdo da postagem não era falso. Com o envio do relatório ao STF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) analisará o caso, podendo oferecer denúncia ou pedir novas diligências.

