A defesa de um pai de ex-banqueiro solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a revogação de sua prisão preventiva ou a substituição por medidas cautelares menos gravosas. A petição argumenta que a manutenção da custódia foi fundamentada em um relatório da Polícia Federal (PF) que não foi previamente disponibilizado aos advogados.
Os defensores sustentam que trechos do documento da PF foram utilizados como base para a prisão preventiva durante o julgamento que confirmou a medida. Além disso, os advogados pediram a oitiva de Joana Mourão, irmã de um investigado, para esclarecer acusações de que pessoas ligadas ao pai teriam tentado comprar seu silêncio.
A PF aponta que um indivíduo, apontado como ‘braço direito’ do investigado, teria intermediado pagamentos para evitar que Joana Mourão colaborasse com as apurações. Contudo, a defesa nega a tentativa de compra de silêncio, afirmando que os contatos eram cobranças financeiras relativas a contratos de um empreendimento imobiliário em Campo Grande, no Rio de Janeiro.
Os advogados também solicitaram a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre os documentos apresentados pela defesa, além da oitiva do pai e de Joana Mourão.

