A Constellation Energy opera a maior frota nuclear dos Estados Unidos, sustentada por um fator de capacidade de 94,7% em 2025. A empresa projeta crescimento anual de dividendos de 10%, apoiado por contratos de longo prazo com grandes empresas de tecnologia e pela ausência de novas construções nucleares no país.
A frota da Constellation possui ativos de base que não podem ser replicados facilmente, um fator que a analista considera uma barreira de mercado. Entre 2016 e 2023, nenhum reator americano novo entrou em operação, o que fortalece a posição da companhia. A empresa controla 55 GW de capacidade combinada, com extensões de licença concedidas pelo NRC até 2047 e 2051.
A receita da companhia é protegida por acordos de compra de energia de 20 anos com clientes como Microsoft e Meta. Esses contratos blindam a receita contra variações de preços de commodities. Além disso, o crédito fiscal de produção nuclear estabelece um piso de receita de até US$ 15,00/MWh, com ajuste de inflação.
A gestão da Constellation visa um crescimento de dividendos de 10% ao ano, com um fluxo de caixa livre esperado de US$ 8,4 bilhões em 2026 e 2027. O CEO da empresa, Joe Dominguez, declarou que “a América precisa de energia limpa e confiável, e a Constellation está construída para atender a essa demanda com a força de sua frota.”

