O número de pacientes em Goiás que recebem medicamentos de alto custo cresceu mais de 300% em seis anos, pressionando a rede pública de saúde. Segundo o Centro Estadual de Medicação de Alto Custo Juarez Barbosa (Cemac JB), o quantitativo de usuários cadastrados subiu de 35 mil para 140,4 mil entre 2019 e 2025.
O aumento reflete a maior dependência de tratamentos especializados para doenças crônicas, raras e de alta complexidade. As dispensações registraram um salto de 676,8 mil em 2019 para 1,49 milhão em 2025. O Cemac JB também contabilizou 32,3 mil novos pacientes em 2025, mais que o dobro dos 15,8 mil registrados em 2019.
As projeções indicam que, em 2026, o estado poderá registrar 1,84 milhão de dispensações e quase 190 mil pacientes cadastrados. Os tratamentos abrangem condições como câncer, doenças renais e enfermidades autoimunes, muitas vezes inacessíveis sem o suporte do Sistema Único de Saúde (SUS).
Para acessar os medicamentos via Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf), o paciente deve comprovar critérios do Ministério da Saúde, apresentando exames, prescrição médica e o Laudo de Solicitação, Avaliação e Autorização de Medicamentos (LME). A diretora-geral do Cemac JB, Viviane de Cássia Troncha Martins, informou que pacientes já cadastrados usam fluxos simplificados para renovação de tratamento.


