O deputado federal Hugo Leal, autor da Lei Seca, defendeu a ampliação dos mecanismos de fiscalização para identificar motoristas sob efeito de outras drogas, como a maconha, além do álcool. A proposta visa modernizar o controle de direção, visto que o bafômetro atual não detecta substâncias psicoativas diversas.
Leal afirmou que é necessário avançar na fiscalização para outras drogas que comprometem a capacidade motora do condutor. Ele participou de um seminário em comemoração aos 18 anos da lei, criada em junho de 2008, que estabeleceu a política de tolerância zero para a combinação de bebida alcoólica e direção.
Segundo dados da Senatran, mais de 3,2 milhões de infrações foram registradas desde 2008, com 2,1 milhões delas relacionadas a recusas no teste do bafômetro. O parlamentar comentou que a lei salvou mais de 60 mil vidas e gerou uma mudança de comportamento nas gerações mais jovens.
Além da ampliação da fiscalização, discussões sobre o endurecimento das punições seguem no Congresso. Uma proposta apresentada em 2014 sugere que, em acidentes fatais, o motorista receba multa multiplicada por 100 vezes o valor atual (R$ 293,47) e suspensão da CNH por 10 anos. Em casos de invalidez permanente, a multa é multiplicada por 50 vezes e a suspensão é de cinco anos.

