O governo do Distrito Federal busca um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões para reforçar o caixa do Banco de Brasília (BRB). A necessidade surge após o banco enfrentar apuros decorrentes de transações com o Banco Master, que somaram R$ 30 bilhões entre 2024 e 2025.
A crise do BRB está ligada a supostos esquemas de fraudes financeiras. A Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero em novembro de 2025 e apontou irregularidades nas operações. O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos adquiridos junto ao Master são títulos inexistentes ou de difícil recuperação, configurando um “crédito podre”.
Para viabilizar o aporte, o governo do DF negociou com o Supremo Tribunal Federal (STF) um acordo que prevê a participação do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O acordo não prevê transferência de recursos federais, mas sim a garantia de grandes bancos privados. Em contrapartida, o DF oferece repasses federais do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como contragarantia.
A modelagem proposta pelo Distrito Federal prevê o empréstimo em parcela única de R$ 6,6 bilhões, com carência de 18 meses e juros atrelados ao IPCA mais 4,5% ao ano. Segundo o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, a primeira parcela de quitação ocorreria a partir de 2028. Contudo, analistas apontam que o custo total do crédito ainda depende de definição por parte da instituição credora.


