O ministro Flávio Dino manteve sob análise o processo que define a sucessão do governo do Rio de Janeiro. A ação está suspensa há cerca de dois meses, após o magistrado pedir vista. A definição sobre o próximo governador permanece sem data no Supremo Tribunal Federal.
A suspensão ocorreu após o Ministério Público Eleitoral apresentar recursos questionando pontos da decisão da Corte Eleitoral. Inicialmente, a maioria dos ministros do STF havia votado a favor de uma eleição indireta, com placar de 4 votos a 1. A expectativa era que o processo avançasse após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a inelegibilidade do ex-governador.
A divergência entre o TSE e o Ministério Público Eleitoral afeta o formato da sucessão. Se houver cassação do diploma, a escolha do sucessor seria por voto popular; sem a perda do diploma, a tendência é a eleição indireta pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, administra o governo estadual interinamente.
Dino comunicou que aguardará a publicação de um novo acórdão do TSE antes de concluir seu voto. O prazo para a devolução do processo pelo ministro termina em julho, período que coincide com o recesso do Judiciário, podendo transferir a definição para o segundo semestre.

