A Strategy, detentora de cerca de US$ 75 bilhões em Bitcoin, representa um risco relevante para o mercado de criptomoedas, avalia Fernanda Rocha, assessora de investimentos. A empresa financiou parte de suas aquisições com dívida, e a possibilidade de reduzir compras ou vender reservas pode gerar pressão sobre o preço do ativo.
Fernanda Rocha afirmou que a companhia se tornou um vetor de valorização do Bitcoin ao utilizar dívida para financiar suas compras. A estratégia começou a mudar durante a pandemia, quando a empresa, então MicroStrategy, direcionou caixa para o ativo em meio à expansão monetária nos Estados Unidos. Na época, investidores institucionais usavam a ação da empresa para exposição indireta ao Bitcoin.
Atualmente, a Strategy possui quase US$ 30 bilhões em dívida e compromissos mensais acima de US$ 100 milhões. Rocha comentou que o modelo de alavancagem funcionou enquanto o Bitcoin subia, mas o cenário mudou com a criação de ETFs de criptoativos, permitindo investimentos diretos no ativo.
A assessora alertou que a empresa já vendeu Bitcoin para recompor caixa. Esse movimento altera a leitura do mercado, pois uma companhia que sustentava a demanda pode se tornar fonte de pressão vendedora. Rocha disse que, se a empresa se apertar, ela venderá Bitcoin, o que exige alerta do mercado.
Apesar dos riscos, Rocha declarou que o mercado busca um equilíbrio justo no Bitcoin. Contudo, ela alertou que se a Strategy vender reservas em volume relevante, a relação entre oferta e demanda pode se deteriorar, pressionando os preços da criptomoeda.


