O dólar registrou leve queda de 0,20% na sexta-feira, 26, fechando em R$ 5,1676, impulsionado pelo sinal de baixa da moeda americana no exterior. A queda foi auxiliada pela venda de US$ 1 bilhão em moeda à vista e 20 mil contratos de swap cambial reverso pelo Banco Central.
A desvalorização do dólar ocorreu em um contexto de alívio nos preços do petróleo, apesar dos atritos entre Estados Unidos e Irã. A queda do petróleo Brent, que recuou 3,84% para US$ 72,60 o barril, diminui pressões inflacionárias e reduz a probabilidade de alta de juros pelo Federal Reserve. Analistas apontam que a intervenção do Banco Central visa evitar distorções pontuais no mercado de câmbio.
No mercado acionário, o Ibovespa fechou em alta de 0,76%, atingindo 173.295,14 pontos, e avançou 2,95% na semana. Profissionais de renda variável indicam que a Bolsa brasileira apresenta múltiplos descontados, o que pode atrair fluxo estrangeiro. A leitura de que o Banco Central não encerrou o ciclo de cortes na taxa Selic ganha força após o IPCA-15 de junho vir abaixo do esperado.
Especialistas observam que a dinâmica de preços recente apoia a percepção de que aspectos positivos para o dólar global já estão precificados no curto prazo. Além disso, a taxa dos Treasuries de dois anos caiu para 4,08%, refletindo a expectativa de alívio inflacionário global.

