A confirmação do El Niño pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), em 11 de junho, inicia uma nova fase do sistema climático global. O fenômeno, que se manifesta pelo aquecimento das águas do Pacífico Equatorial, pode influenciar chuvas, temperaturas e a geração de energia no Brasil.
As projeções da NOAA indicam 63% de probabilidade de o El Niño atingir categoria de **El Niño Muito Forte** entre novembro e janeiro, um dos eventos mais intensos desde 1950. Eventos dessa magnitude podem contribuir para novos recordes globais de calor, reforçando a frequência de eventos climáticos extremos no país.
No Brasil, os impactos esperados variam por região. A Região Sul tende a registrar chuvas acima da média, enquanto Norte e Nordeste enfrentam maior risco de precipitações abaixo da média e estresse hídrico. As temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte do território nacional.
Para o setor elétrico, o cenário ganha complexidade. O consumo de energia deve avançar cerca de **5% em 2026**, atingindo aproximadamente 85 GW médios, segundo o PLAN 2026-2030. O fenômeno pode favorecer a Energia Natural Afluente (ENA) no Sul, mas elevar a demanda por eletricidade no Sudeste devido ao calor.
As fontes renováveis também serão afetadas. A geração solar pode ser beneficiada em áreas do Nordeste, mas a eólica pode ter sua intensidade reduzida em certas regiões durante o segundo semestre, impactando a gestão de recursos hídricos e energéticos do país.

