Mais de 90 horas após os terremotos que atingiram a Venezuela, a esperança de encontrar pessoas vivas diminui, embora milhares de socorristas continuem escavando escombros. O desastre já deixou quase 1.500 mortos e dezenas de milhares de pessoas desaparecidas.
Equipes de resgate relatam que as chances de localizar vítimas vivas caem significativamente após as primeiras 72 horas. Um socorrista salvadorenho informou que, apesar da regra de que os corpos estejam sem vida após esse período, ainda há esperança de encontrar pessoas com sinais vitais. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, comunicou o resgate de um menino de 11 anos e de outras 32 pessoas no mesmo dia.
O chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, declarou que o número de mortos deve crescer e que mais de 50 mil pessoas permanecem desaparecidas. A região de La Guaira, próxima a Caracas, foi severamente atingida por terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, com dezenas de edifícios desabando.
Moradores criticam a resposta das autoridades, alegando falta de equipamentos pesados para remover os destroços. Um sobrevivente relatou a ausência de apoio das autoridades, cobrando máquinas e geradores. A ONU estima que os abalos afetem quase sete milhões de pessoas e causem prejuízos de cerca de US$ 6,7 bilhões.
A ajuda internacional aumentou, com os Estados Unidos anunciando o envio de US$ 150 milhões e dois navios de guerra. Contudo, o governo venezuelano militarizou La Guaira, exigindo salvo-conduto para a entrada de socorristas, o que gerou críticas dos voluntários.

