Um estudo recente sugere que a eliminação total de açúcar da dieta pode ser prejudicial à saúde metabólica, em vez de benéfica. A pesquisa, conduzida com roedores, aponta que dietas extremas podem comprometer o ecossistema intestinal, mesmo que o indivíduo não apresente ganho de peso.
A crença de que o açúcar é tóxico e deve ser eliminado completamente levou a recomendações de saúde focadas na redução radical do açúcar adicionado. Contudo, a nova investigação aponta riscos ocultos. Nos animais estudados, a dieta rigorosa sem açúcar não resultou em ganho de peso, mas o metabolismo falhou. Os indicadores hormonais sinalizaram crise intestinal e perda da capacidade de eliminar glicose do sangue.
Para entender o problema, é preciso analisar o trato digestivo. Certas bactérias benéficas dependem de açúcares simples para sobreviver. Ao consumir carboidratos, esses microrganismos produzem subprodutos químicos essenciais que mantêm a mucosa intestinal saudável e auxiliam na absorção de nutrientes. A interrupção desse fornecimento de combustível causa a perda de energia das células intestinais.
A restrição extrema também pode levar ao surgimento de um ‘intestino permeável’. Com a morte das bactérias benéficas, bactérias nocivas invadem o organismo. Toxinas bacterianas atravessam a parede intestinal danificada, desencadeando resposta imunológica. A imprensa ressalta que a dieta do experimento era estritamente baixa em gordura, diferente das dietas ocidentais ricas em gordura e açúcar.
Os especialistas recomendam focar na diversidade nutricional. Em vez de eliminar carboidratos, o ideal é consumir uma variedade de frutas, vegetais e grãos, que fornecem açúcares naturais e fibras complexas. Além disso, a reintrodução de alimentos fermentados, como kefir ou chucrute, pode ajudar a recuperar as bactérias benéficas do intestino.

