O etanol hidratado registrou queda de 5,6% em maio, o maior recuo entre os combustíveis monitorados, impulsionado pelo avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil. O preço médio nacional do biocombustível caiu para R$ 4,488 por litro, após altas registradas em março e abril.
O levantamento do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), aponta que o aumento da moagem de cana na principal região produtora elevou a disponibilidade do combustível. A queda foi notável no Distrito Federal, que registrou recuo de 10%, atingindo R$ 4,528 por litro. São Paulo também apresentou queda, com média de R$ 4,20 por litro.
Enquanto o etanol se acomoda, outros combustíveis tiveram movimentos distintos. Diesel comum e S-10 recuaram 3,3% em relação a abril. As gasolinas comum e aditivada caíram 1%. O gás natural veicular (GNV) foi o único combustível a registrar alta, de 0,3%. Contudo, os combustíveis fósseis acumulam altas expressivas em 2026, com o diesel S-10 avançando 16,8% no ano.
André Turquetto, CEO da Veloe, afirmou que o cenário internacional pressiona os combustíveis fósseis. Ele declarou que, apesar da acomodação do etanol, “diesel e gasolina permanecem em patamares elevados no acumulado do ano, mostrando que os efeitos das pressões internacionais sobre energia continuam presentes no mercado brasileiro”.


