O Schwab U.S. Large-Cap Growth ETF (SCHG) apresenta um P/E de 32x, mas registrou apenas 4% de ganho em 2026. Essa combinação levanta questionamentos sobre a relação entre a alta avaliação do fundo e o desempenho atual, especialmente após quedas recentes no setor de semicondutores.
O SCHG acompanha o Dow Jones U.S. Large-Cap Growth Total Stock Market Index, que seleciona as maiores empresas americanas com base no crescimento de lucros, vendas e retorno sobre capital próprio. O fundo visa oferecer uma exposição concentrada às empresas de tecnologia de grande porte, com custos operacionais baixos.
Historicamente, o fundo demonstrou bom desempenho em horizontes longos, subindo 443% em dez anos, superando o SPY (313%) e o QQQ (540%). Contudo, no ano corrente, o SCHG retornou 4%, enquanto o SPY alcançou 8% e o QQQ, 15%. A queda de 4% registrada na última semana, motivada pela baixa em nomes de semicondutores, reflete o risco da concentração em grandes empresas.
A análise aponta três restrições no investimento no SCHG: o risco de concentração, que torna o fundo vulnerável a problemas em poucas empresas; a margem estreita para decepção de lucros, conforme sinalizado por Goldman Sachs; e a contribuição de renda, que é considerada insignificante. Por isso, o retorno total depende exclusivamente da valorização do capital.


